3. Alternativa

O Estudo de Impacte Ambiental do projecto da Estradas de Portugal, S.A. relativo ao IC2, no seu Trecho 1, entre a Nova Travessia do Mondego e Trouxemil, não contempla soluções alternativas. Ainda assim, não cumprindo uma das premissas básicas desses estudos e contrariando o parecer negativo da Comissão de Avaliação, Sua Excelência o Secretário de Estado do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental favorável. A Plataforma do Choupal acha que existe pelo menos uma alternativa, e por isso a colocou à discussão pública. Os benefícios gerados pela separação de tráfegos regionais e urbanos são comuns às duas soluções, embora, na nossa alternativa, cada um deles, seja potenciado. O primeiro benefício é o fecho da Circular Urbana de Coimbra, o segundo é a desejável qualificação da área urbana entre a Casa do Sal/Coimbra B e o Choupal, que terá um forte contributo decorrente da demolição do viaduto da Rua do Padrão.

 

Plano Nacional Rodóviário em Coimbra. (Proposta Governamental - Municipal) / (google earth 30km ao solo)

A proposta descrita na imagem acima assenta num pressuposto não demonstrado e que considerámos errado: o volume de tráfego Norte-Sul em Coimbra justifica a existência de três travessias do Mondego em perfil de auto-estrada (A1, IC 2 e IC3), além da Ponte Açude e da Ponte Rainha Santa, que a CMC, e bem, pretende associadas à Circular Urbana de Coimbra. Nesse pressuposto, no qual o IC2 é a única dessas travessias não portajada, Coimbra ver-se-á sempre obrigada a receber tráfego regional/nacional de grande intensidade e de mercadorias, sem qualquer benefício para a sua economia. Poderia essa travessia não ser sobre o Choupal? Poderia ser mais chegada à Ponte Açude? Mais ao Centro Hípico? Talvez, mas nunca deixaria de ser sobre Santa Clara, São Martinho, Santa Cruz e Eiras. Ao contrário do que se passa a Sul de Coimbra, em que o IC3, vindo de Tomar, tem aprovada uma articulação com o IC2 e a A1 no Orelhudo, a Nordeste de Coimbra (canto superior direito), o IC3 só cruzará com o IC2 fora do Concelho (Pampilhosa), não permitindo uma articulação racional com o tráfego vindo de Poente da A1 e A14, em Trouxemil.

 

Plano Nacional Rodóviário em Coimbra.( Proposta alternativa da Plataforma do Choupal) /(google earth 30km ao solo)

Já a nossa alternativa prevê em Coimbra apenas duas travessias Norte-Sul em perfil de auto-estrada (A1, em serviço, e aquela que se encontra aprovada desde Agosto 2008 para as Torres do Mondego no âmbito do IC3). Com a A17 entre Montemor e Figueira e com estas duas travessias, intuímos não haver necessidade de mais nenhuma, e quem propõem a terceira travessia não demonstra o contrário! Essas duas rodovias seriam unidas no sentido Poente-Nascente por dois tramos: a Norte, entre Vil de Matos e Trouxemil (já previsto) e a Sul entre Orelhudo e Almalaguês (igualmente aprovado no âmbito do IC3). No canto superior direito da imagem acima pode-se verificar que a Norte do Picoto dos Barbados a nossa alternativa propõe o enlace do aprovado IC3 com o IC2 em Trouxemil e não na Pampilhosa. Esta grande argola rodoviária, Circular Regional de Coimbra, adoptaria nos seus tramos Sul, Nascente e Norte a designação de IC2, possibilitando assim a continuidade Norte-Sul desse eixo nacional. O seu tramo Poente seria a A1. Atendendo a que o IC3 tem o seu extremo Norte em Coimbra, aquilo que propomos é que o seu traçado termine em Almalaguês, ao encontrar a proposta Circular Regional. Uma alternativa mais benéfica para Coimbra, mais ambientalmente correcta, mais simples, mais clara e com menos investimento!

 

Plano Nacional Rodóviário em Coimbra. (Proposta Governamental - Municipal) / (google earth 20km ao solo)

Na imagem acima, mais pormenorizada, percebe-se melhor que a presença da auto-estrada IC2 tal como aprovada entre Trouxemil e Orelhudo, além de obrigar à Travessia do Mondego no Choupal introduzirá fortes cargas ambientais negativas em áreas urbanas densamente ocupadas. No Choupal os prejuízos na fauna e flora e nos ambientes acústico, hídrico e atmosférico serão graves e irreversíveis. Nas outras áreas urbanas os prejuízos serão mais importantes ao nível acústico e atmosférico. Não podemos deixar de alertar para que a solução proposta a Norte do Picoto dos Barbados prevê um viaduto sobre o Mosteiro de São Paulo de Frades de tal forma intrusivo que, por si só, devia obrigar à realização de outro Estudo de Impacte Ambiental. Quais os benefícios? Esta solução, como a sua alternativa, garantiria a exclusividade da Ponte Açude para a Circular Urbana de Coimbra e permitiria a demolição do viaduto junto à Casa do Sal, a qual abre a possibilidade de uma ampla qualificação urbana. No entanto, no primeiro caso, a Circular proposta, não podendo usar o troço do IC2 em execução entre o Almegue e a Cruz de Morouços, seria implantada sobre a margem esquerda do Mondego, entre a Ponte Açude e a Ponte Rainha Santa, desvalorizando gravemente um factor estratégico de grande valor competitivo para Coimbra como é toda a área patrimonial e de lazer situada nessa margem, na qual tantos investimentos públicos foram feitos e outros tantos serão ainda realizados. Além deste atentado, a mancha urbana de Coimbra na margem esquerda ficaria mal servida por esta circular, ficando assim obrigada a usar o IC2, ou seja, voltando a juntar tráfegos que se pretendia separar! No segundo caso, a requalificação urbana na vizinhança do Choupal, sendo ela por todos desejada, será sempre fortemente condicionada pela presença de um novo viaduto, de uma auto-estrada, com uma secção de 40 metros de largura e que se desenvolverá desde a cota da ponte ferroviária à cota do actual IC2, sobre a rotunda de Coimbra B. Convenhamos que se esse viaduto não for executado, toda a requalificação dessa área resultará muitas vezes mais convidativa.

 

Plano Nacional Rodóviário em Coimbra.( Proposta alternativa da Plataforma do Choupal) /(google earth 20km ao solo)

Como é mais perceptível na imagem acima, a solução alternativa terá a vantagem de garantir a afectação do troço do IC2 em execução entre o Almegue e a Cruz de Morouços à Circular Urbana de Coimbra, abrangendo assim toda a mancha urbana e garantindo que a margem do Mondego ficará liberta de trânsito automóvel ligeiro de atravessamento, com todas as vantagens competitivas que para Coimbra daí podem resultar. A ideia é que a Ponte Açude e a Ponte Rainha Santa sejam interditadas ao trânsito pesado de mercadorias, fazendo com que Coimbra não seja usada como atravessamento, e com que a Circular Urbana, no seu todo, apenas seja utilizada pelos pesados cujo destino de fornecimento/abastecimento seja Coimbra. Só esta medida garantirá a melhoria efectiva do pesadelo que se prevê no troço em execução na margem esquerda e no Monte Formoso/Estrada de Eiras/Relvinha/Bairro de São Miguel. Relativamente a São Paulo de Frades é também perceptível a melhoria da relação do traçado com o Mosteiro, ao mesmo tempo que se encurta a ligação entre a Circular Urbana e o IC2 proposto. A inexistência do viaduto sobre o Choupal e a demolição do viaduto do Padrão farão com que toda esta ampla zona da cidade de Coimbra, possa ser intervencionada de forma a articular harmoniosamente arruamentos presentes e futuros, espaços verdes de carácter urbano a construir e a qualificação da Mata Nacional do Choupal, razão primeira pela qual esta Plataforma do Choupal foi criada.

AnexoTamanho
Estudo de impacto Ambiental - resumo não técnico.pdf3.05 MB
Declaração de Impacto Ambiental.pdf275.61 KB

Requalificação

Muito se tem falado e discutido sobre o viaduto do IC2, sem realmente se falar do real problema do choupal. A REQUALIFICAÇÃO, sim esse é o principal problema do choupal e não o viaduto, que meu deus vai destruir 4 eucaliptos centenários!!!, sim porque quem conhece de fundo esse pulmão de Coimbra, sabe que na realidade esse pequeno triângulo a ser destruído é composto maioritariamente por eucaliptos. Desculpem a minha ignorância a actual ponte do açude não faz a ligação ao IC2, que o novo viaduto vem substituir, deixando o açude para o transito da cidade?? Então não haverá aumento de trafego irá é ser repartido, conforme for o destino do condutor, não será?? Já agora, porque não aproveitar-mos a existência da plataforma e lutar pelos reais problemas do, choupal. Não sei à quanto tempo não vão ao choupal, mas se realmente têm ido, não vos choca a destruição das pontes, os lagos secos ou cheios de lixo, a destruição dos caminhos a degradação da casa do guarda, a destruição da nora (desapareceu!!), a existência de mato por tudo quanto é lado, os campos de jogos obsoletos, a não existência de um parque infantil, um circuito de manutenção!! pouco cuidado. Isso sim é o real problema do choupal. Porque é que o programa polis não contemplou o choupal, porque não criar um parque natural na sua essência. Aqueles que já estiveram nos maiores parques do mundo não vos ocorreu "ai se o meu choupal tivesse arranjadinho era bem mais bonito que isto", a meu ultimo pensamento destes foi no Central Park NY, um parque realmente arranjadinho, mas que ficaria a anos luz deste nosso choupal REQUALIFICADO. Abraço Nuno Almeida

Como transformar uma questão menor numa peixeirada...

OK, então a travessia do Choupal é uma coisa verdadeiramente escandalosa porque afecta uma infima fracção dessa área verde, mas a alternativa(?) proposta, que obrigará à travessia de inumeras áreas verdes por todo o concelho já é boa! Que pena as florestas de Cernache, Ceira, Almalaguês e por aí fora não serem tão mediáticas como o Choupal, senão outro galo cantaria.

Peixinhos e Tubarões...

Ex. mo  Anónimo,

a alternativa aqui proposta assenta num corredor rodoviário incluído no Plano Nacional Rodoviário, o qual, segundo informações ainda esta semana publicadas nos Orgãos de Comunicação Social, se encontra  em fase final de adjudicação (Sub-Concessão Pinhal Interior - IC3). Não estamos a propor nada que não esteja previsto ser realizado.  As duas alterações por nós propostas, na zona Norte/Nascente de Coimbra, são a diminuição da sua extensão em cerca de 4km, inflectindo para Trouxemil, abandonando assim o seu encontro com o IP3/IC2 na Pampilhosa e a rectificação do seu traçado na zona entre Tovim de Cima e Brasfemes, garantindo a não violação do carácter rural do local de implantação da Igreja de S. Paulo de Frades (Monumento Nacional). 

Em minha opinião a afectação de manchas florestais na Zona Sul de Coimbra pelo traçado do IC3 deveria ser objecto de avaliação minuciosa e pormenorizada, sendo no entanto, neste capítulo, para mim mais preocupante do que o atravessamento rodoviário, a questão dos nós de acesso e a pressão de urbanização que eles arrastam, a qual deveria ser fortemente condicionada.

Lembro ainda que, do ponto de vista da mobilidade total de e para Coimbra, a conversão dos trechos do IC3 (Almalaguês-Torres do Mondego-Trouxemil) e do seu ramal de conexão(Condeixa(A1)-Almalaguês) em troços do IC2, convertendo o seu traçado actual quer em acessos à Circular Urbana de Coimbra (Condeixa-Morouços e Trouxemil- Anel da Pedrulha ), quer em Circular ela própria (Cruz de Morouços-Almegue), garante a concretização do modelo rodoviário ideal em torno de cidades: 1- Circular Urbana de Coimbra em torno da zona urbana consolidada, dedicada a distribuir as deslocações intra-urbanas (Açude-Olivais-Portela-Rainha Santa-Morouços-Almegue-Açude), mas obrigando-as a percursos mais longos de forma a induzir o uso de transportes colectivos e não permitindo travessias do Mondego a pesados de mercadorias; 2- Circular Regional de Coimbra, assente na A1 (Condeixa-Ribeira de Frades-Trouxemil) e no IC2 por nós proposto por convesão do IC3, conforme atrás explicado, dedicada a garantir a travessia de Coimbra por todo o tráfego que a ela não se destina e a suportar os atravessamentos do Mondego dos pesados de mercadorias. 3. Cinco radiais de ligação entre estas duas circulares razoavelmete distribuídas pelos pontos cardiais: a) Trouxemil-Anel da Pedrulha (Norte); b) S.Paulo de Frades(imediações)-Corrente (Nordeste); c) Torres do Mondego-Portela (Nascente); d) Condeixa-Morouços (Sul) e e) Ribeira de Frades-Almegue (Poente)

A proposta de um terceiro canal rodoviário de atravessamento Norte-Sul em Coimbra, conforme agora se encontra previsto com o chamado Trecho 1 do IC2 (Almegue-Choupal-Trouxemil),  e também em fase final de adjudicação, apenas transformará o troço do IC 3 a nascente da cidade num canal rodoviário sub-utilizado, mas necessário para de forma equilibrada melhorar as acessibilidades da zona Sul e Nascente de Coimbra, introduzindo na área urbana de Coimbra milhares de viaturas que a ela não se destinam, muitas delas pesados de mercadorias, com todos os malefícios para as populações que daí advêem, nomeadamente nas zonas de Santa Clara/São Martinho e Eiras. Amputando a Mata Nacional do Choupal com as consequências descritas na Avaliação de Impacto Ambiental, prejudicando gravemente  a necessária qualificação urbanística da entrada Norte na cidade (Nova Gare Intermodal- Casa do Sal) e ainda impossibilitando uma verdadeira pedonalização da área monumental de Santa Clara, ao obrigar a obras rodoviárias pesadas para formalizar o seu obtuso atravessamento pela "Circular" proposta pela CMC. Ou seja, seriam gastos só com este trecho 1, aproximadamente 100 Milhões de Euros, para não melhorar significativamente a vida dos cidadãos de Coimbra, no seu estatuto automobilista, e para a piorar drasticamente, quando adquirem o seu estatuto de cidadãos preocupados com a sua saúde, dos seus e dos vindouros, com a identidade cultural,  a atractibilidade e a competitividade da sua cidade.

Resposta formulada por Luís Sousa

IC 2

Caro Arq Luís paulo Sousa Tenho seguido toda esta discussão em torno do Choupal e inclusive já estive presente em algumas iniciativas da Plataforma, no entanto existem afirmações que me deixam apreensivo.. Fiquei curioso com as suas afirmações no texto publicado hoje no Diário de Coimbra sob o título "Alucinações estratégicas sobre o Mondego!" em que algures nas duas ultimas colunas da direita se refere à passagem do tráfego no Estádio Universitário, Portugal dos Pequenitos, Santa Clara-a-Velha, etc.. sinceramente não percebi esse cenário negro pintado como sendo uma "consequência" da travessia prevista.. O que é que uma coisa tem a ver com outra? Essa situação descrita é a situação actual, em que o IC2 atravessa literalmente o coração da cidade de Coimbra e, pior ainda, atravessa um centro turístico da cidade.. e é essa situação que se está a evitar com a construção da variante da Cruz de Morouços aos Alqueves.. é que, se estiver a par do projecto final do Programa Polis, se este algum dia for avante, é inclusive prevista a pedonalização desse espaço fulcral da cidade, com o tal transito condicionado na Ponte de Santa Clara, como referido no texto.. onde é que está então a falta de visão? De resto apenas deixo uma resposta rápida à sua questão "Qual o interesse que poderá ter uma cidade como Coimbra em fazer circular na vizinhança do seu património milhares de veículos por dia?": Fácil.. interesse comercial.. Daniel Tiago

IC2

Caro Arq Luís paulo Sousa  Tenho seguido toda esta discussão em torno do Choupal e inclusive já estive presente em algumas iniciativas da Plataforma, no entanto existem afirmações que me deixam apreensivo.. Fiquei curioso com as suas afirmações no texto publicado hoje no Diário de Coimbra sob o título "Alucinações estratégicas sobre o Mondego!" em que algures nas duas ultimas colunas da direita se refere à passagem do tráfego no Estádio Universitário, Portugal dos Pequenitos, Santa Clara-a-Velha, etc.. sinceramente não percebi esse cenário negro pintado como sendo uma "consequência" da travessia prevista..  Oque é que uma coisa tem a ver com outra? Essa situação descrita é a situação actual, em que o IC2 atravessa literalmente o coração da cidade de Coimbra e, pior ainda, atravessa um centro turístico da cidade.. e é essa situação que se está a evitar com a construção da variante da Cruz de Morouços aos Alqueves.. é que, se estiver a par do projecto final do Programa Polis, se este algum dia for avante, é inclusive prevista a pedonalização desse espaço fulcral da cidade, com o tal transito condicionado na Ponte de Santa Clara, como referido no texto.. onde é que está a falta de visão? De resto apenas deixo uma resposta rápida à sua questão "Qual o interesse que poderá ter uma cidade como Coimbra em fazer circular na vizinhança do seu património milhares de veículos por dia?": Fácil.. interesse comercial.. Daniel Tiago

Irracionalidade e irresponsabilidade

A proposta governamental e municipal relativa ao desenho do IC2 - no contexto do Plano Rodoviário de Coimbra - constitui um dos exemplos mais inacreditáveis de irracionalidade e irresponsabilidade em matéria de política de ordenamento do território.
Trata-se desde logo de uma solução manifestamente desnecessária (a comparação dos desenhos de traçado aqui expostas demonstram-no com toda a evidência). Mas trata-se também de pensar que em pleno século XXI os poderes públicos consideram normal que uma via rápida atravesse uma paisagem natural singular, tocando simultaneamente o centro histórico de uma cidade como Coimbra.
Ao Estado, central e local, exige-se racionalidade e responsabilidade. Exige-se um lugar de primeiríssima linha na defesa dos necessários equilíbrios e valores que devem pautar os usos e a ocupação do território (para a desordem e a volúpia já nos chegam as lógicas do mercado). Aos cidadãos exige-se o dever de lembrar e reivindicar, junto das autoridades públicas, o papel que a estas cabe na salvaguarda do bem comum e de formas adequadas de ocupação do espaço e organização da vida colectiva.

Nuno Serra

Troço da A1 tipo SCUT

É incrível como fazem passar o IC2 pelo meio da cidade, quando o melhor seria entre Condeixa e Coimbra norte a auto-estrada ser sem custos, integrando uma circular a Coimbra. Porque este IC2, pelo que me parece, é para ser alternativa sem custos à A1. Acho que esta ideia ajudaria a viabilizar a proposta de traçado alternativa apresentada aqui pela Plataforma, pois essa alternativa é que irá passar mais longe e dar acesso ao outro lado da cidade.

João Paulo

Completamente desnecessário

Como utilizador habitual quer a norte quer a sul de Coimbra do IC2, este investimento não tem qualquer lógica, apenas provavelmente para a empresa a quem a obra for adjudicada e as pessoas que têm terrenos na zona indicada para o novo traçado.
A sul de Coimbra a IC2 (principalmente Condeixa) precisa urgentemente de ser melhorada, o mesmo a Norte a partir da zona de Sta Luzia.
Em Coimbra apenas entre a ponte nova (já não me recordo com qual dos nomes ficou) e a zona do fórum são necessárias melhorias ou alternativas.

Claro... Aquele bocado do

Claro... Aquele bocado do triangulo do choupal onde irá passar o viaduto é da somague ou da bascol, ou da mota engil... haja juízo caro! Para dizer asneiras mais vale não dizer!

Desculpem, mas não é alternativa.

Peço desculpa, mas vocês não têm uma alternativa. É completamente inviável esse desvio. Reparem bem em quantos quilómetros de desvio vocês propõem dar ao IC2. Ninguém faria esse desvio. Toda a gente iria atravessar Coimbra para evitar esse desvio enorme.
Mais, a Ponte Rainha Santa Isabel não poderá nunca ser encerrada ao transito de pesados. Lembrem-se que logo junto a ela existem, pelo menos para já, 2 áreas comerciais importantes que necessitam da visita de pesados de mercadorias (Continente e Makro). Se não derem alternativas não-prejudiciais, nunca lhes poderão negar essa travessia.

Continuo a achar que não há alternativa. E tenho a certeza que não vão ser 40 metros de largura que vão afectar o Choupal, até porque é numa área que pouca gente usa (a ponta norte).
Mais digo... é por ter árvores centenárias? Cresci a olhar para o pinhal de marrocos, como um dos pulmões da cidade. Pois bem, abriram o pinhal à construção, e não vi uma única voz levantar-se. É por serem pinheiros?? E não dão oxigénio na mesma??!!
Mais acrescento... a CMC, com ajuda do programa Polis, implantou 3 espaços verdes novos nos últimos anos. Será que desta forma não acabará por ficar compensado em termos de zonas verdes?? Acho que é bom que haja alguma oposição a estas obras de impacto ambiental, até porque é da maneira que se estudam alternativas, mas neste caso, ainda não vi uma alternativa viável e execuível.

Cumprimentos!
David Carvalho

Resposta a "Desculpem, mas não é alternativa."

A resposta que segue foi elaborada por Luís Sousa:

"Caro Senhor Daniel Carvalho,
Se o senhor afirma que fazer o trajecto Orelhudo – Trouxemil, de 28 Km pelas Torres do Mondego, ou de 20 Km pela A1, em vez de 18 Km pelo Choupal e pelo miolo urbano de Coimbra, não é uma alternativa… haverá milhões de pessoas em todo o mundo que a poderiam achar muito vantajosa, quando são obrigados a desviar-se dos centros de cidades, percorrendo distâncias bem maiores. Talvez não tenha reparado no que escreveu: “Ninguém faria esse desvio. Toda a gente iria atravessar Coimbra para evitar esse desvio enorme” … pois, se abrirmos um corredor exclusivo dentro da cidade, tocando o seu Centro Histórico e violentando o Choupal, àqueles que a querem atravessar sem a ela se destinar, imagine o que aconteceria! É mesmo contra isso que nós estamos e por isso dizemos que se deve proibir a travessia a pesados de mercadorias na Ponte Açude e na Ponte Rainha Santa. Os ligeiros poderão fazê-lo, mas como encontrarão velocidades médias inferiores, acabarão por procurar as alternativas A1 ou IC2 (versão nossa, nas torres do Mondego).
Como se percebe das imagens acima, qualquer pesado de mercadorias pode atingir o seu destino em qualquer ponto da cidade, tem é que retirar-se pelo mesmo sítio onde entrou…no caso do Vale das Flores, aconselhariamos a utilização da ligação Nó de Torres do Mondego/Rotunda da Portela se viesse de Leiria e a ligação Nó de S.Paulo de Frades/ Nó de S. Romão da circular , caso viesse de Cantanhede."

Solução em túnel

Viva!

Penso que a alternativa que apresentam, não sendo a ideal, é viável mas gostaria de apresentar uma outra ideia para a discussão.

Este governo tem-se comprometido a avançar com a construção do TGV e a travessia do Mondego será, ao que tudo indica, realizada em túnel.

Desta forma, poderíamos pensar num túnel de dupla plataforma, uma ferroviária e outra rodoviária. Não sei se ficará mais caro mas será certamente melhor do ponto de vista ambiental.

Cumprimentos,

Vasco Ramos

Demolição do Viaduto

Neste vosso ultimo esboço propõem a demolição do viaduto da Rua do Padrão. Mas como resolvem então a ligação do tráfego urbano Taveiro-Pedrulha ?

Resposta a "Demolição de Viaduto"

A resposta que segue foi elaborada por Luís Sousa:
"Na proposta governamental-municipal, a qual prevê igual e felizmente a demolição do viaduto do Padrão, o trajecto entre essas duas localizações seria concretizado através da realização no previsto Nó do Almegue da transição da EN341 ("Variante de Taveiro") para a prevista nova travessia do Mondego e da encosta Noroeste do Monte Fomoso em diante através do actual traçado do IC2. Ora, nessa proposta, o Nó do Almegue, ao articular em vários níveis a referida EN 341, a Circular Urbana nos dois sentidos (Viadutos da Guarda Inglesa ou Ponte Açude, rumo à "Rotunda da Fucoli") e ainda o IC2 nos dois sentidos (Cruz de Morouços ou Trouxemil, através da nova travessia), num desenho que podemos considerar de grande concentração de mudanças de direcção por metro linear de via, converter-se-á num "embrulho rodoviário" de difícil atravessamento para aqueles que se verão obrigados a mudar de eixo viário. Poderíamos mesmo estar a assistir à simples transferência de um problema rodoviário da Casa do Sal para o Almegue...
Ora, indo de encontro à pergunta que colocou, na proposta alternativa, aquilo que acontecerá será um trajecto em que da Variante de Taveiro, num Nó do Almegue muito mais simples pois apenas funcionará como cruzamento de dois eixos (Circular Urbana e Variante de Taveiro, esta com uma extensão até meio da Guarda Inglesa, com retorno obrigatório ao mesmo ponto, ou seja, trânsito local), acederá à Ponte Açude, parte integrante da Circular Urbana que vinha descendo da Cruz de Morouços, e chegará à Rotunda da Fucoli. Aqui, a hipótese mais razoável será continuar na Circular para Nascente até à Rotunda da Ideal e aí Rumar para norte, através do previsto "Anel da Pedrulha". Outra hipótese seria, a partir da Fucoli, rumar a Poente até à Casa do Sal e daí para Norte pelas reperfiladas Rua do Padrão e Estrada de Eiras, engatadas no traçado do actual IC2 na zona da urbanização do Gorgulhão.
Numa solução óptima, deveria ser executada uma ligação de 800m, com um desnível de 20 m, entre o Gorgulhão e a Rotunda da Fucoli, sendo que esta ligação obrigaria à construção de um túnel de cerca de 500 m sob as ruas entre o Bairro da Rosa e o Monte Formoso.
Se a sua questão se coloca relativamente ao trânsito pesado de mercadorias, e atendendo à interdição que se pretende implantar de esse tipo de trânsito usar a Ponte Açude, o trajecto teria que fazer uso da A1 até Vil de Matos, IP3 até Trouxemil, e daí, pelo hoje designado IC2, até ao Nó da Pedrulha.
Espero ter contribuído para o esclarecimento da questão que colocou e para a sua adesão à solução alternativa, que penso ser a mais equilibrada de todos os interesses que se jogam sobre o tabuleiro da nossa cidade."

Obrigado pela resposta.

Obrigado pela resposta. Concordo com as suas palavras quando se refere ao futuro nó de Almegue como um "embrulho rodoviário" de difícil atravessamento e ainda concordo mais quanto à necessidade de separar tráfego urbano de tráfego de passagem. Mas não consigo concordar totalmente com a alternativa apresentada e passo a explicar:

Imaginando uma pessoa que se desloque diariamente da residência em São Martinho do Bispo para o local de trabalho na Zona Industrial na Pedrulha utilizando para esse efeito a intitulada "Via Rápida de Taveiro" e Ponte-Açude/IC2. Tendo em atenção ao que me foi explicado essa pessoa passaria a ter que, diariamente, se sujeitar ao trânsito da Rotunda da Casa do Sal ou, para evitar este problema, teria de se deslocar mais a norte, pelo "Anel da Pedrulha" que, pelo que vejo seria um grande transtorno pela distância que faria a mais. A solução que eu prevejo seria que passava a atravessar o Bairro do Ingote e Bairro de São Miguel, o que criaria uma enorme pressão nesta zona (mesmo com o túnel que referiu Gorgulhão-Fucoli)

Sinceramente, não fosse o actual (péssimo) estado da Ponte-Açude e arrisco-me a dizer que preferia que se mantivesse tudo como está, o que sei ser impossível.

Mas, mudando a direcção da discussão, em relação à alternativa proposta que contempla o tráfego do IC2 a seguir pelo IC3, tenho algumas questões a colocar:

1) O IC3 terá um perfil 2x2, caso esta solução fosse adoptada teria de se realizar novo projecto de traçado, novo estudo de Impacto Ambiental e novo estudo de viabilidade devido a mais expropriações. Estamos a falar, julgo, de 2 travessias fluviais e um túnel com 2kms de comprimento que terão de ser alargados. Que custos isto implicará a mais, em relação à solução pretendida pelo Governo?

Esta solução acima citada localiza-se muito próximo da Mata de Vale de Canas e área envolvente. É legítimo que a Plataforma do Choupal defenda uma alternativa que coloca em causa uma outra mancha verde, ainda maior que o Choupal?

A Ponte-Açude actualmente já ultrapassou o seu limite de TMD (90 mil veículos). Que solução se propõe à cidade enquanto esperamos que o IC3 esteja concluído?

2) Como ficaria previsto o acesso do tráfego urbano, que não pode ser nunca desprezado, a partir de norte? Ou seja, continuaria a confluir todo o tráfego para a Rotunda da Casa do Sal, agora acrescido pela agravante do viaduto da Rua do Padrão não ser uma alternativa?

Obrigado pela atenção

Resposta a "Obrigado pela resposta"

A resposta que segue foi elaborada por Luís Sousa:
"Chamo a atenção do signatário ou signatária que a importante qualificação urbana que resultará da demolição do Viaduto do Padrão será tanto menor quantos mais acessos ao tabuleiro actual da Ponte Açude forem mantidos. Idealmente, do ponto de vista do desenho da cidade, a Ponte Açude, ao serviço exclusivo da Circular Urbana de Coimbra, apenas deveria articular-se com a malha urbana na “Rotunda da Fucoli” . Uma vez que outros acessos existem actualmente, pensamos que a manutenção daqueles que se encontram a uma cota inferior (topo Nascente do estacionameno junto à antiga fábrica em ruína) poderá ser analisada, já aqueles que se implantam de forma transversal à direcção do Açude, não deveriam ser mantidos. Vem isto a propósito, da referência que faz à Casa do Sal. A partir do momento em que a Circular Urbana seja enxertada no tabuleiro da Ponte Açude não faz setido pensarmos que a Casa do Sal vai continuar a ser o que é hoje. Claro que a ajudar a esse desanuviamento estarão outras obras (nas quais a mais importante é o o IC2 com o traçado por nós defendido, ente Trouxemil e Torres do Mondego, com dois acessos directos à Cicular Urbana: S,. Romão e Portela Anel da Pedrulha, mas também a ligação da Pedrulha à Corrente, conhecido por “Anel da Pedrulha”), que farão com que muitos dos que chegam ao ponto únco que é hoje a Casa do Sal se possam dispersar em função da sua origem e e do seu destino. Claro que a proposta alternativa que apresentamos não se baseia na máxima poupança em quilometragem para todos os automobilistas, acompanham-nos preocupações de vários tipos: ambientais, urbanísticas e culturais, e pensamos ter chegado a solução razoável, que em situações várias obriga os automibilistas a percursos mais longos, mas pensamos que eles serão mais fluidos. Se o túnel fosse realizado todo esses sistema Casa do Sal/ Circular Urbana saíria muto benefíciado, não tendo nós qualquer dúvida de que a sua viagem seria mais rápida de que aquela que o Nó de Almegue previsto lhe proporcionaria.
Quanto à questão do IC3 ser um eixo que necessitaria de ser reformulado, não percebemos muito bem a questão. Esse eixo está previsto como 2x2 vias e isso parece-nos mais do que suficiente. Parece-lhe que devia passar a 3x3? A A1 é 2x2 na travessia do Mondego, o IC 3, que na nossa proposta se deveria converter em IC2 desde o Orelhudo a Trouxemil mas vindo pelas Torres do Mondego, deverá ser igualmente 2x2. A este título, seguem dois excertos do EIA do IC3:

O estudo de tráfego apresenta, no cenário de maior procura (“optimista”), valores médios diários de 21 a 25 mil veículos em 2012 e de 26 a 30 mil veículos em 2030.

Desta forma, este lanço além de melhorar as acessibilidades a nível regional, em particular nos concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Penela, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo e Coimbra, permitirá, ainda, o reforço da rede viária complementar devido à interligação com o IC8 em Avelar, dando mais coerência e operacionalidade aos principais eixos de circulação de nível regional. Também será uma alternativa ao actual IC2 na travessia de Coimbra, permitindo resolver o congestionamento de tráfego nesta via, por retirar da área urbana o tráfego de passagem Sul/Norte, melhorando as condições ao desenvolvimento estruturado e equilibrado da área metropolitana.

Quanto à questão que nos coloca sobre a Mata Nacional de Vale de Canas, poderemos apenas dizer que a alternativa aprovada do IC3 não se aproxima dela mais do que quatrocentos metros, o que, não sendo bom, não é comparável com o atentado que se prevê concretizar no Choupal.
A questão do que fazer enquanto o IC3 não está acabado, poderemos apenas dizer qua a sua DIA foi emitida seis meses antes da do IC2 e não houve pareceres desfavoráveis. Ou seja, teoricamente, este poderia estar pronto antes da obra do IC2. Sobre obras, dizer-lhe ainda, que se a questão primeira que colocou não era hipotética mas real (Taveiro-Pedrulha), sugerimos-lhe que se prepare a sério para andar de helicóptero durante o período em que o Nó do Almegue “ocupar” a variante de Taveiro. Pela nossa parte, já compramos, tampões de ouvidos.
A questão dos acesso pelo Norte já foi respondida anteriormente."

resposta

Boa tarde

Novamente aprecio o tempo despendeu na sua resposta e por isso lhe agradeço.

O meu nome é João Martins e a situação que relatei é realmente a minha, daì o meu particular interesse. Fiquei esclarecido, mesmo não concordando totalmente com a solução apresentada, mas como dizem "é impossível agradar a gregos e troianos".

O que me leva a responder-lhe é, talvez, a forma "deselegante" com que me deparei na sua resposta, ao invocar-me a necessidade de adquirir um helicóptero para a minha vida rotineira. Se é esse o seu pensamento e a sua forma de fazer política, não lhe auguro bom futuro. Digo isto porque encontrei uma série de incongruências no seu ultimo texto, que me levam a crer que a sua experiência em obras deste tipo é mínima, não conhecendo por exemplo o caso da Circular Interna de Lisboa ou do alargamento da A1 e praça de portagens de Coimbra-Sul (ao contrário do que afirma, o troço da A1 entre Coimbra-Sul e Coimbra-Norte será 2x3), não me parece que tenha sido necessário helicóptero para toda a gente que usufrui dessas estruturas.

Começando pelo inicio, apesar de esclarecido, não concordo com a solução proposta, mas se for provado que é o melhor para a cidade, não posso obviamente pensar só em mim.

Quanto à questão do IC3, reparo agora que não me expressei correctamente, mas também não me parece difícil de perceber que, se o IC3 está projectado para um TMD de 25 mil veículos num perfil 2x2 e o IC2 Coimbra-Oliveira de Frades em perfil 2x3 com TMD de cerca de 100 mil veículos, como é que pensam colocar este volume de tráfego a passar a nascente de Coimbra sem alteração do projecto de perfil transversal tipo?

Além do mais que não sei o que você quer dizer com perfil 3x3, nunca vi tal coisa na minha vida. Mas como igualmente sei que esse é um erro comum, não é por aì...

Novamente reafirmo, se o tráfego que iria circular no IC3 passa de 25 mil para 100 mil veículos, então todo o projecto deve ser repensado (o tal alargamento de pontes, túneis e viadutos) e os Impactes Ambientais devem igualmente ser revistos. Da mesma forma que desconfio do seu conhecimento do património natural existente quando afirma que o IC3 passa a 400 metros da Mata de Vale de Canas. Pois desafio-o a me indicar onde é a fronteira física da Mata com a envolvente e porque esta zona é tratada abaixo do Choupal (Será que é por estar mais escondida, lá atrás do monte?)

Quanto à sua afirmação que retira do EIA sobre melhorar a acessibilidade a Tomar, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Penela, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo e Coimbra. Peço-lhe que não atire areia para os olhos de quem se interessa por este tema, pois essa solução a nascente (não é da vossa autoria) tem um carácter completamente separado em termos de planeamento de tráfego urbano/regional, é já bem datada, está aprovada e irá ser realizada, independentemente do viaduto do Choupal.

Sem mais assunto, agradeço-lhe mais uma vez a atenção e desejo-lhe a si e a todos os colaboradores os melhores cumprimentos.

Resposta à última resposta

Resposta formulada por Luís Sousa:

"Caro Senhor João Martins,
no sentido de que a "deselegância"por mim eventualmente cometida seja desfeita cumpre-me precisar o contexto da sugestão helicopteriana feita na minha anterior resposta: quando me refiro a obras, refiro-me concretamente ao processo que se poderá iniciar em breve de construção do Nó do Almegue (previsto na empreitada em curso, enfiado na Ponte Açude e não na Nova Travessia, o que obrigará a trabalhos a mais desta empreitada em curso...). Imagine aquele nó a ser construído no ponto de chegada da Variante de Taveiro à Ponte Açude, sem alternativas de desvio, o caos ficará instalado a um ponto tal que me pareceu ´dever alertá-lo a si, que suspeitei ser utilizador concreto do trajecto, e a todos os que nos possam andar a ler, para a necessidade de ter que encontrar durante esse período uma alternativa áerea, e a mim, que não sou utilizador desse trajecto frequentemente, a colocar tampões nos ouvidos em virtude das eventuais buzinadelas geradas pela má programação da execução das obras... a mim, esta sugestão não me parece uma deselegância, mas antes um alerta. Se, com esta explicação, de algum modo se sente tratado de forma deselegante pela minha pessoa, peço-lhe desculpa.
Quanto às questões "de facto", penso ser importante afirmarmos alguns aspectos relativos ao conteúdo da sua última resposta.

Primeiro esclarecimento: aos cidadãos não especialistas em matéria rodoviária, como é o nosso caso, não deve estar vedada a emissão de opiniões e a possibilidade de exigência de demonstração cabal das soluções preconizadas pelos decisores públicos. A este propósito devemos afirmar o nosso erro ao referir vias 3x3. Já sobre outras imprecisões nossas, procuramos de seguida refutá-las.

Segundo esclarecimento: O alargamento da A1 para 2x3 é entre Condeixa e Coimbra Sul, mas mesmo que venha a ser feito de Coimbra Sul a Coimbra Norte isso só nos ajuda a que esse troço possa ser mais utilizado pelo trânsito regional que necessita atravessar o Mondego. De referir ainda que o IC2 está definido como sendo 2x3 entre Mealhada/Luso e Trouxemil, atendendo a que nesse troço háverá uma sobreposição IC2 e IP3. De Trouxemil ao Almegue haverá um "alargamento" que sabemos corresponder a um 2x3. Já do Almegue a Cruz de Morouços, o IC2 em execução é 2x2, o mesmo se passando co o troço entre cruz de Morouços e Condeixa. Ou seja, não é por aqui que a nossa proposta de usar os troços do IC3 aprovados (2x2), entre Condeixa e Trouxemil passando pelas Torres do Mondego, como IC2, garantindo a continuidade desse Itenerário Lisboa-Porto, deixará de poder ser utilizada, pois o IC2 em execução tem metade do seu trajecto em 2x2.

Terceiro esclarecimento: O IC 3 aprovado, desde que atravessa o Mondego para a margem direita, em toda na zona a Nascente do Chão do Bispo, passando sob a estrada para Vale de Canas, nunca se aproxima mais do que 500 metros (fomos confirmar... quando dissemos 400 metros, estávamos errados...) do perímetro da Mata Nacional de Vale de Canas, não conseguindo assim ser por nós entendida a insinuação de que nos preocuparíamos com o Choupal e não com outras áreas protegidas. Se me indicar um endereço electrónico poderei fazer-lhe chegar um ficheiro de localização do Google Earth com os limites muito definidos da Mata Nacional de Vale de Canas...
Quarto esclarecimento: sobre o IC 3 e a sua reconversão em IC2, será que estamos a explicar-nos mal? Claro que o IC 3 e toda aquela conversa dos excertos do Estudo de Impacte Ambiental tem a ver com uma coisa que já existia, estava planeada, e vai ser construída. Por isso mesmo é que nós dizemos que deve ser transformada no IC2. Além de pequenos aspectos como as ligações à circular, a única coisa que nos parece necessário alterar é o prolongamento desse IC3 desde o ponto onde se encontrava aprovado desde Agosto 2008 (Vale de Linhares a Norte do Picoto dos Barbados) para Norte: em vez de ir encontrar o IC2 na Pampilhosa deverá encontrá-lo em Trouxemil. Como se compreende, a nossa autoria, é uma espécie de autoria pela negativa. sugerimos que se use o que existe, e o que será construído a Nascente da cidade e que não se faça uma terceira Auto-Estrada no meio da cidade.
Por último, parece-nos importante afirmar que os 100.000 veículos TMD do IC2, teriam sempre uma forte componente de trânsito urbano de Coimbra, pelo que, esse trânsito não deverá ser transferido para a nossa versão do IC2, baseada no troço do IC3 aprovado. Ou seja, parece-nos estar esse traçado capaz de aguentar com a transferência dos restantes, ainda para mais, divididos pela A1.

Devemos ainda referir, que aqui do nosso lado, e independentemente de podermos estar a cometer algum erro de análise, ninguém está a atirar areia para os olhos de ninguém. O que nós ainda não vimos foi a demonstração de que são necessários três eixos em perfil de Auto Estrada entre a zona Norte de Coimbra e a sua zona Sul. Claro que se não forem necessários três e sendo certo que um está em serviço, não temos dúvidas sobre qual deverá cair.
Com os melhores cumprimentos,
Luís Sousa"